O meu marido e eu viajámos recentemente para o México, mas ele recusou-se a tirar fotografias minhas ou de nós os dois juntos. Quando lhe perguntei o motivo, disse que não lhe apetecia. Isso deixou-me muito perturbado e, quando percebi que ele começou a esconder-me o telemóvel, fiquei desconfiado.

Enquanto ele estava no duche, decidi verificar o seu telefone e encontrei mensagens com os seus amigos. Depois de ler a sua mensagem, o meu coração apertou: “Malta, imaginem, com o peso dela, ela ainda quer que eu lhe tire fotografias! Onde ela caberia na foto! Ela não é a mesma desde que deu à luz.”
Foi doloroso. A nossa relação não era perfeita, mas sempre acreditei que ele me amava. Depois de lhe devolver o telefone, decidi vingar-me. Publiquei fotos no Facebook com a legenda: “A aceitar-me e a aproveitar cada momento. #AmorPorMinhaMinhaPrópria #MemóriasSobreTurismo.” A resposta foi impressionante: amigos e familiares encheram os comentários de apoio e elogios.
Quando o meu marido viu a resposta, percebeu que as suas palavras me tinham magoado. “Não pensei que isso te afetasse dessa forma”, disse ele quando nos encontrámos naquela noite. “Fiquei insegura depois do bebé nascer e descontei em si. Perdoe-me.”
Escolhi o perdão e sugeri-lhe que trabalhasse a relação. Começámos a fazer terapia e, gradualmente, a sua atenção para comigo foi aumentando. Passados alguns meses, a nossa relação ficou mais forte e a nossa comunicação tornou-se mais sincera.
Estas férias foram um grande momento que nos lembrou que não existe amor perfeito, mas com honestidade e esforço, qualquer obstáculo pode ser ultrapassado. Aprendemos a valorizar-nos um ao outro e a construir relações mais profundas e significativas.