Os donos recusaram-se a pagar ao canalizador pelo trabalho que tinha feito, e o canalizador esperto decidiu vingar-se 😏.

😲 O meu pai é canalizador, um homem da velha guarda, que faz sempre o seu trabalho como se o estivesse a fazer para si próprio. Sempre disse o quanto se orgulha das pessoas lhe confiarem as partes mais importantes das suas casas. E embora o seu trabalho fosse por vezes ingrato, abordava-o sempre com total dedicação e sinceridade. Mas um dia, deparou-se com uma situação insólita.

O meu pai assumiu um projeto para renovar completamente a casa de banho de uma casa de luxo. Os proprietários discutiram ansiosamente cada detalhe. Passaram horas a escolher azulejos, a discutir sobre as cores dos rejuntes e a insistir num determinado arranjo de pias. O meu pai era paciente. Adaptou-se aos caprichos deles, tentando satisfazer todos os pedidos que faziam.

Trabalhou incansavelmente durante duas semanas: substituindo canos, instalando acessórios e colocando azulejos. No último dia, quando estava quase tudo pronto, estava a dar os últimos retoques com muito carinho. Mas, naquele momento, os donos mudaram inesperadamente o tom.

— Não era bem isso que queríamos — disse a mulher com uma cara insatisfeita.

O meu pai ficou chocado: eles próprios escolheram cada detalhe, cada azulejo! Mas piorou: disseram que só lhe pagariam metade do valor acordado.

O meu pai, habituado a resolver disputas pacificamente, tentou explicar. Mas foi tudo em vão. Nesta altura, a maioria das pessoas provavelmente teria desistido. Mas o meu pai era um tipo de homem diferente. Aceitou metade do pagamento, mas decidiu dar uma pequena lição a estas pessoas “inteligentes”.

Durante a hora seguinte, concluiu a etapa final: rejuntar as juntas. Mas, em vez da mistura habitual, usou um ingrediente secreto — uma solução doce feita de açúcar e mel. Parecia perfeito e nunca ninguém suspeitaria que algo estava errado.

Assim que o trabalho ficou concluído, arrumou as suas ferramentas, pegou no pagamento parcial e foi-se embora, sorrindo amplamente. Os donos, satisfeitos com a sua “vitória”, não faziam ideia do que os esperava.

Algumas semanas depois, coisas estranhas começaram a acontecer. As formigas começaram a aparecer na casa de banho, primeiro em pequenos grupos e depois em exércitos inteiros.

Os proprietários chamaram o controlo de pragas, mas isso foi apenas o início. As baratas cedo substituíram as formigas, atraídas pelo rejunte doce entre os azulejos.

Os donos gastaram uma fortuna a lutar contra os insetos, mas nada adiantou. Tiveram de substituir todo o revestimento, incluindo todo o trabalho que o meu pai tinha feito. A ironia é que perderam muito mais dinheiro do que se tivessem pago o valor total desde o início.

Quando o meu pai descobriu, limitou-se a sorrir:

— Por vezes, a própria vida ensina as pessoas a serem honestas.

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