Depois de um divórcio difícil, Flora decidiu recomeçar do zero. Nova cidade, novo ambiente, nova vida. Mas, acima de tudo, uma nova vocação: começou a trabalhar com crianças em situações de vida difíceis. Apesar do cansaço e das dúvidas, foi neste negócio que encontrou o verdadeiro sentido da vida.
E tudo começou ali mesmo. A Flora adotou um rapazinho abandonado.

Quatro dias depois, foi-lhe dito: a criança fora encontrada sozinha… num hospital psiquiátrico. Com o coração apertado, levou-o para casa, decidida a dar-lhe um futuro risonho.
Logo lhe ofereceram a adoção de outra criança – uma menina. Flora hesitou.

Duas crianças, dois destinos difíceis… Será que ela vai conseguir lidar com isto?
A pulseira simples que a rapariga lhe oferecera — e que lhe assentava perfeitamente — convenceu-a finalmente. Seria um sinal? Talvez…
Mas ela ainda não sabia que estes dois estavam ligados por algo mais do que mera coincidência. Alguns meses depois, a verdade foi revelada: eram irmãos.
A mãe biológica, já grávida do segundo filho durante o primeiro processo de adoção, ficou com o segundo também – sem contar a ninguém sobre o primeiro.

O que pareciam dois atos de amor separados transformaram-se num verdadeiro milagre de reencontro. Graças a Flora, encontraram-se duas almas separadas desde o nascimento… e uma família.
Uma história comovente que nos recorda que a vida apresenta, por vezes, as mais belas surpresas — mesmo no meio do caos.