Alguns anos depois, regressou à sua cidade natal e foi ao cemitério… e aí viu algo chocante.

Alguns anos depois, regressou à sua cidade natal e foi ao cemitério… e aí viu algo chocante. 

Após a morte do pai, deixou tudo para trás: ruas conhecidas, amigos de infância e, acima de tudo, a dor insuportável a que tentava escapar.

Mas, naquela manhã, algo dentro dele empurrou-o para regressar.

De fato preto e com um ramo de flores escarlates na mão, Thomas caminhou lentamente entre as lápides, com um peso no peito. Decidiu visitar o túmulo da mãe, que não via desde o dia do funeral. 

Aproximando-se da lápide, parou por um instante, tomado pela emoção. Sussurrou algumas palavras, depois baixou os olhos para colocar as flores… e nesse momento…

O que viu fez-lhe gelar o sangue. Um verdadeiro choque, como um golpe direto na alma. 

Ele não estava preparado. Ninguém poderia estar pronto para isto. 

Mesmo ao lado do túmulo da sua mãe, havia outra lápide. Nele, estava um nome que conhecia muito bem: Elise Garner.

Tomás cambaleou. Era impossível. Elise era o amor da sua vida. Partilhavam tudo: risos adolescentes, promessas ingénuas, sonhos de futuro.

E então, um dia, ela desapareceu. Sem deixar rasto. Procurou-a, ligou-a, implorou aos seus entes queridos, mas nunca recebeu uma resposta clara.

Uns diziam que ela tinha ido para o estrangeiro, outros sussurravam que tinha problemas. Mas ele nunca poderia imaginar… isso.

Ajoelhou-se, com as mãos a tremerem enquanto acariciava a pedra fria. Tinha morrido quatro anos antes. Ninguém lhe dirigira uma palavra. Nenhuma carta, nenhum bilhete. Apenas um túmulo silencioso e esquecido.

Queria gritar, arrancar a dor, mas não conseguia emitir qualquer som. O mundo parecia congelar à sua volta.

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