Todos sempre viram Bruce Willis e a sua mulher, Emma Heming, como a imagem de um casal perfeitamente feliz. Bonitos, apaixonados e com aquele romance de Hollywood que parecia eterno. Mas por detrás da imagem impecável, havia muita dor.
Emma admitiu honestamente que, mesmo antes de Bruce ser diagnosticado com demência frontotemporal, a ideia do divórcio já lhe rondava a mente. Sentia que o marido se estava a distanciar e a transformar em alguém completamente diferente:

“Olhei para ele e pensei: este não é o homem com quem me casei. O que se passa?”
Nessa altura, ela não sabia que estes eram os primeiros sintomas da doença. Achava que tudo estava a desmoronar-se por sua causa, que estava a “fazer algo de errado” no casamento. Emma confessou que se sentia presa num círculo vicioso:

“Foi como bater com a cabeça na parede. Não conseguia perceber porque é que ele se estava a afastar, ou o que é que eu tinha feito de errado.”
Só após o diagnóstico se tornou claro que não se tratava de um amor em declínio ou de uma crise na relação — era a doença, transformando-o diante dos seus olhos. Agora, Emma fala sobre esses momentos com tristeza e alívio. Já não se culpa e sabe que a história de amor deles nunca desapareceu verdadeiramente.