Um suspeito norte-americano afirma ter agido porque o refugiado ucraniano estava a “ler os seus pensamentos” — agora as suas palavras assustadoras podem custar-lhe tudo… (Vídeo)

Decarlos Brown, de 34 anos, suspeito do brutal assassinato da refugiada ucraniana Iryna Zarutska, de 23 anos, nos EUA, falou publicamente pela primeira vez numa conversa telefónica com a sua irmã.

Brown, que segundo a sua família sofre de uma doença mental grave, admitiu que não conhecia Iryna pessoalmente e atacou-a porque “acreditava que ela estava a ler os seus pensamentos”.

“Cortei a mão quando a agredi. Nem sequer conhecia esta mulher. Nunca troquei uma única palavra com ela. Isto é assustador, não é? Porque é que alguém atacaria assim?”, ouve-se dizer na gravação.

Brown alegou ainda que “materiais estranhos” tinham sido implantados no seu cérebro, supostamente controlando o seu comportamento. Disse que estava a conduzir para o centro da cidade, planeando ir ao hospital pedir ajuda médica para “se livrar daquilo” e “parar de enlouquecer”.

Mais tarde, durante uma visita presencial através do vidro da cadeia do condado de Mecklenburg, a irmã de Brown, Tracy, perguntou-lhe novamente porque é que tinha escolhido Iryna. Ele respondeu: “Porque pensei que ela estava a ler os meus pensamentos.”

A família culpa o Estado

A irmã de Brown, Tracy, insistiu que o irmão nunca deveria ter sido libertado e acusou as autoridades de ignorarem os repetidos pedidos de ajuda.

“Ele não era seguro para a sociedade. Tentou tratar-se, pediu ajuda. Não estava no seu perfeito juízo, e o Estado falhou com ele”, disse ela.

Segundo Tracy, Decarlos procurou assistência médica por diversas vezes, mas os médicos libertaram-no em 24 horas, apesar dos sinais claros de uma perturbação mental grave.

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