Patricia Krentcil — amplamente conhecida como “Tan Mom” — tornou-se viral pela primeira vez em 2012, quando foi acusada de colocar uma criança em risco devido à sua rotina extrema de bronzeamento. No auge da sua obsessão, terá ido a salões de bronzeamento artificial até cinco vezes por semana. A polémica começou após alegações de que tinha levado a filha de seis anos para uma cabine de bronzeamento artificial, gerando indignação e frenesim nos media. Patricia negou as acusações, dizendo que a queimadura solar da filha era o resultado de brincadeiras ao ar livre e, embora tenha sido detida, um grande júri ilibou-a posteriormente de todas as acusações.

A sua tez incrivelmente escura atraiu a atenção nacional para a “tanorexia” — um desejo compulsivo de manter uma aparência excessivamente bronzeada. Os especialistas citaram o seu caso como um exemplo perigoso, alertando para riscos como o cancro de pele, danos graves causados pelo sol e transtorno dismórfico corporal. A própria Patrícia admitiu que o bronzeamento artificial passou a fazer parte do seu estilo de vida desde os seus 20 e poucos anos.
Após o escândalo, tornou-se alvo de paródias em programas de TV e sketches cómicos noturnos, o que teve um impacto negativo tanto para ela como para a sua família. Os seus filhos sofreram bullying, e Patrícia confessou ter recorrido ao álcool durante o caos. Procurando um novo começo, mudou-se para a Flórida, mas continuou a adaptar-se à persona de “Mãe Bronzeada”, considerando projetos cinematográficos, aventurando-se como modelo e até lançando produtos relacionados com o bronzeamento.
Os seus problemas de saúde agravaram-se em 2019, quando foi hospitalizada com pneumonia, sépsis e pancreatite, sofrendo uma paragem cardíaca e sendo colocada em suporte de vida antes de ter uma recuperação notável.
Hoje, Patrícia parece mais saudável e equilibrada. Embora ainda se bronzeie — embora não tão excessivamente —, encontrou o equilíbrio, explicando numa entrevista de 2021 que agora vê a “Mãe Bronzeada” como uma personagem pública, enquanto Patricia Marie é ela própria por detrás dos holofotes.