Homem e o seu jacaré de apoio emocional têm entrada negada no Walmart.

Um homem da Pensilvânia afirma que o seu companheiro de compras de longa data, um jacaré de apoio emocional com um metro e meio de altura, foi banido do Walmart após a queixa de outro cliente.

Wesley Silva, de 60 anos, afirma que ele e o seu jacaré, Jinseioshi, frequentavam o mesmo Walmart em West Brownsville há mais de três anos sem problemas. Os clientes reagiam frequentemente com surpresa e curiosidade, dizendo que era “simpático” ou “incrível”.

Mas as coisas mudaram recentemente quando fotos de Silva a empurrar o réptil de 14,5 kg num carrinho de compras — com direito a coleira — se tornaram virais na internet. Uma mulher que tirou as fotografias disse que se sentiu insegura e até ponderou evitar aquele Walmart no futuro: “Não quero fazer compras com jacarés.”

Em resposta, a Walmart emitiu um comunicado onde sublinha que, embora reconheça o vínculo que as pessoas partilham com os animais, apenas os animais de assistência reconhecidos pela ADA (Lei de Acessibilidade para Americanos com Deficiências) são permitidos dentro das lojas para a segurança de todos os clientes.

Silva, pai de cinco filhos, insiste que o seu réptil é inofensivo. Começou a colecionar répteis em 2022, depois de a filha lhe ter pedido uma cobra, e acabou por criar uma ligação tão forte com eles que decidiu ter a sua própria.

Os especialistas em animais, no entanto, alertam que um jacaré num ambiente movimentado e imprevisível representa riscos reais. “Não há forma de prever como reagirá num lugar stressante como o Walmart”, disse Cienna Chefren, da Humane Animal Rescue, de Pittsburgh.

Apesar dos protestos de Silva, Jinseioshi já não tem lugar nas prateleiras da Walmart — provando que nem todo o animal de apoio emocional pode ser acomodado.

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