Criança de 5 anos não verbal começa a falar após dentista descobrir condição oculta.

Para a maioria dos pais, o momento em que um filho começa a falar é um marco repleto de alegria e entusiasmo. Mas para Meredith Motz, ver seu filho de 6 anos, Mason, lutando para falar foi motivo de grande angústia. Mason passou os primeiros cinco anos de sua vida praticamente sem falar, incapaz de formar palavras apesar dos intensos esforços de seus pais e fonoaudiólogos.

Mason nasceu com a síndrome de Sotos, uma rara doença genética caracterizada por crescimento excessivo na infância, características faciais distintas e atrasos no desenvolvimento. “Desde o nascimento, ele apresenta atrasos e dificuldades”, explicou Meredith. Ao longo dos anos, a incapacidade de Mason de se comunicar o deixou frustrado e seus pais preocupados com o futuro dele.

Mason também enfrentou outros problemas de saúde. Alimentar-se era difícil e o sono era frequentemente interrompido devido a problemas respiratórios. “Ele tinha dificuldade para comer e engolir; em todas as refeições, tínhamos que garantir que nada o engasgasse. Ele não estava recebendo a nutrição adequada e seus dentes começaram a apresentar problemas”, compartilhou Meredith.

Apesar de ter consultado vários dentistas, nenhum parecia preparado para atender uma criança com necessidades especiais. Isso mudou quando Mason visitou a Dra. Amy Luedemann-Lazar na Kidstown Dental em Katy, Texas. Enquanto Mason estava sedado para um procedimento odontológico de rotina, a Dra. Luedemann-Lazar descobriu a causa de suas dificuldades de fala: língua presa.

“A língua presa o impedia de falar. Mason não era não verbal; ele simplesmente não conseguia formar palavras por causa dessa faixa rígida de tecido que ligava a língua ao assoalho da boca”, explicou ela. A língua presa pode restringir os movimentos da língua e causar dificuldades na fala, problemas de alimentação e até mesmo distúrbios do sono.

A solução foi um procedimento a laser simples e não invasivo chamado Waterlase, realizado em abril de 2017. Os resultados foram surpreendentes. Em 12 horas, Mason começou a falar. “Foi como da água para o vinho. Ele não se engasga mais com a comida, dorme melhor e finalmente consegue se expressar”, disse Meredith.

A Dra. Luedemann-Lazar incentiva os pais a confiarem em seus instintos caso seus filhos apresentem dificuldades para comer, dormir ou falar, já que a língua presa pode passar despercebida por anos.

Hoje, Mason continua fazendo terapia da fala, mas agora consegue se comunicar livremente, fazendo perguntas e compartilhando seus pensamentos. “É como se dissessem: ‘Meu Deus, quem é você?'”, conta Meredith, rindo. Graças à atenção cuidadosa de um dentista, Mason finalmente tem a voz que sempre mereceu.

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