Avô com vitiligo faz bonecas de crochê para aumentar a autoconfiança das crianças e celebrar a diversidade.

Representatividade e inclusão são cruciais para as crianças, especialmente aquelas com características físicas únicas. Ver alguém parecido com você no mundo pode aumentar significativamente a autoestima, mas muitas crianças com condições incomuns raramente encontram essa representação.

João Stanganelli Junior, um avô brasileiro de 64 anos, decidiu mudar essa realidade. Nascido com vitiligo, uma condição que causa manchas na pele sem pigmentação, João entende o quão difícil pode ser se sentir confiante com a própria aparência. Estudos sugerem que quase metade das pessoas com vitiligo sofrem de ansiedade ou depressão relacionadas à pele. João, no entanto, aceita sua pele multicolorida, afirmando: “As manchas que tenho são lindas. O que me incomoda são os defeitos de caráter das pessoas.”

Semirreformado e em busca de um projeto significativo, João começou a fazer crochê por sugestão da esposa. Após algumas dificuldades iniciais com dores nos dedos e nas costas, ele rapidamente dominou a técnica e criou uma boneca especial para a neta. Não era uma boneca qualquer — ela tinha vitiligo, refletindo as próprias marcas de João, o que a tornou um presente profundamente pessoal.

Assim que as fotos da boneca foram compartilhadas online, a ideia ganhou grande repercussão. As pessoas começaram a encomendar bonecas representando crianças com vitiligo e outras condições, como perda de cabelo ou dificuldades de locomoção. João atendeu com prazer a esses pedidos, criando bonecas com características únicas, incluindo uma cadeira de rodas de crochê.

 

A resposta tem sido extremamente positiva. Os beneficiários e suas famílias relataram que as bonecas ajudaram a melhorar a autoestima e o senso de inclusão das crianças. João expressou espanto e gratidão pelas reações, dizendo: “Estou impressionado com o fato de as pessoas pedirem bonecas” e agradecendo profundamente o feedback tanto das crianças quanto dos adultos.

O que começou como um presente sincero para uma neta se transformou em um movimento de representatividade, mostrando que um pequeno gesto de bondade — como uma boneca de crochê — pode ter um impacto profundo na confiança e autoestima das crianças.

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