O Natal da família real britânica em Sandringham não se resume a recepções suntuosas ou troca de diamantes. Na época da Rainha Elizabeth II, o espírito natalino era repleto de humor: havia uma tradição inquebrável de presentear uns aos outros com os presentes mais baratos e engraçados possíveis.
O objetivo não era impressionar com o preço, mas sim fazer a Rainha rir de verdade.
O Príncipe Harry era considerado o mestre do humor da família até deixar o país. Sua criatividade sempre encantava sua avó. Um de seus presentes mais famosos foi um peixe mecânico que cantava. A lembrancinha era tão amada por Elizabeth II que ela não apenas a guardou, como a exibia com orgulho aos convidados no Castelo de Balmoral. A história foi até recriada pelos criadores de The Crown . Outro presente irreverente de Harry foi uma touca de banho com a frase: “A vida é uma droga, não é?”.

Outros membros da família também demonstraram seu talento para o humor:
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A princesa Anne demonstrou seu senso prático ao presentear seu irmão Charles (agora rei) com uma capa de couro para assento de vaso sanitário.
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O príncipe William e Kate Middleton certa vez brincaram com a solteirice de Harry ao presenteá-lo com um brinquedo chamado “Cultive sua própria namorada” — uma figura que se expandia na água.
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A princesa Margaret preferia o minimalismo, escolhendo para Harry uma caneta esferográfica simples, adornada com um pequeno peixe de borracha.
Seguindo uma antiga tradição alemã, os membros da família real trocam presentes na véspera de Natal. O ritual segue um protocolo rigoroso: os convidados chegam à propriedade em ordem hierárquica, dos títulos mais baixos aos mais altos. Antes de desembrulhar os presentes, todos apreciam um coquetel forte que os biógrafos da realeza apelidaram de “martini perigosamente potente”.

Como observa a especialista Katie Nicholl, nesse círculo, qualquer bugiganga feita em casa ou lembrança barata era muito mais valorizada do que ouro — desde que tivesse um humor genuíno.