Madalena Abecasis, uma das figuras mais queridas das redes sociais portuguesas, contou recentemente um capítulo da sua vida que poucos imaginavam: sobre como chegou a não ter dinheiro nenhum ao fim do mês e a lutar para manter a família à tona. Num relato franco e surpreendentemente íntimo, a influenciadora revelou que, há anos atrás, quando trabalhava numa empresa a receber cerca de 700 e tal euros por mês, muitas vezes o salário simplesmente não chegava para cobrir as despesas mais básicas.

Nessa época difícil, a mãe de Francisca, hoje já adulta, enfrentava semanas em que tinha literalmente 3 euros no bolso quando chegava ao final do mês — uma realidade que chocou os seus seguidores. O pai da filha ajudava com metade das despesas escolares, um apoio que foi decisivo para manter tudo em pé, mas ainda assim Madalena lembra como eram dias de aperto e ansiedade, com as contas a acumular e muito pouco para gastar no essencial.

Em entrevistas anteriores, a “tia Lena” já tinha partilhado detalhes ainda mais duros da sua trajetória: depois de se separar e ter de voltar para casa dos pais e viver num T1 com a filha pequena, a influenciadora falou sobre noites sem dormir de tanto trabalho e a necessidade de fazer part‑times até cair de cansaço, só para tentar pagar as contas. Em várias dessas fases, a comida básica era um luxo e, nas palavras dela própria, chegou a ser preciso recorrer aos pais para garantir o essencial.

Hoje, com uma família maior — quatro filhos e uma carreira consolidada nas redes — e um público que ultrapassa os 700 mil seguidores, Madalena olha para esses tempos com uma mistura de orgulho e incredulidade. Ela diz que cada dificuldade foi uma lição, moldou a sua resiliência e alimentou a maneira como encara atualmente tanto as oportunidades como as frustrações.
Mas mesmo este passado menos glamoroso só veio reforçar o sentimento de que nada na sua vida veio por acaso: a sua honestidade a confessar os piores momentos da vida financeira faz com que muitos fãs se revêem nela e a admirem ainda mais, não só como criadora de conteúdos mas como alguém que já lutou com as próprias mãos para sobreviver quando ninguém olhava.