Na última conversa intensa e carregada de emoção no Canal Sérgio Tavares, o cantor Leandro abriu o coração como nunca antes e deixou fãs chocados com a honestidade crua sobre o pior período da sua vida. Hoje celebrado e vivendo dias felizes ao lado de Marina Pereira, o artista português revelou que nem sempre foi assim. Antes de alcançar o sucesso e a estabilidade, Leandro passou por uma fase que ele mesmo descreve como sombria e devastadora, uma fase em que não tinha nem um euro na carteira e foi literalmente “deixado à porta com as malas na mão” por alguém que ele acreditava ser seu porto seguro.

O episódio aconteceu em 2019, quando o cantor caiu em uma profunda depressão. O desgosto emocional foi tão grande que a pessoa que ele mais queria ao seu lado o abandonou de forma abrupta, deixando-o sem forças, sem apoio e sem esperança. “Quando tu estás no chão, no limite, não adianta ninguém pisar mais”, desabafou Leandro entre uma pausa e outra, a voz marcada pelo que viveu. Ele explicou que, no auge do abismo em que se encontrava, olhou para os lados e não havia ninguém — nem um amigo, nem um conhecido, ninguém para oferecer sequer um gesto de apoio.

O cantor não hesitou em detalhar o quão profundo foi esse momento de crise: “Fiquei no lodo, no lodo mesmo. A minha vida foi toda por água abaixo”. Ele contou que, apesar de já ser um nome conhecido na música, acabou sem absolutamente nada — sem dinheiro, sem bens, sem perspectiva de futuro imediato. E foi exatamente nessa época que tudo desabou: ele havia comprado um terreno com a intenção de construir a casa dos seus sonhos, inclusive colocando o nome da mãe do seu filho no registo, acreditando que assim garantiria alguma proteção caso algo lhe acontecesse. No entanto, perdeu tudo e ficou literalmente sem um euro na carteira.

Leandro relembrou com sinceridade que, nesse momento de fragilidade extrema, foi Nuno Calhau quem lhe estendeu a mão, uma ajuda que o levou a ir para os Estados Unidos, onde começou a cantar em pequenos bares, reerguendo-se passo a passo. “Fui para os Estados Unidos e comecei a cantar em barzinhos”, confessou o artista, lembrando que foi esse período que o ajudou a recuperar não só financeiramente, mas também emocionalmente.
Ao regressar de solo americano com algum dinheiro no bolso, Leandro começou a construir a sua casa — um símbolo da sua resiliência e do seu renascimento. Contudo, nem tudo ficou resolvido. Hoje, com um império que ele próprio construiu, enfrenta uma batalha judicial com a mesma pessoa que o deixou sem nada, porque essa pessoa agora diz que metade do que ele ergueu é dela e disputa o patrimonial em tribunal, numa reviravolta que o cantor descreve como surreal e angustiante.

Além disso, Leandro recordou outro detalhe surpreendente da sua queda: ele não tinha nem carro naquela altura, porque na pandemia teve de vender tudo para sustentar negócios que estavam em nome de outras pessoas. Essa sequência de decisões e perdas transformou a sua vida num verdadeiro turbilhão, e ele compartilhou estas memórias sem filtros, revelando-se mais humano e vulnerável do que se poderia imaginar.
O relato cru e emocional de Leandro mostra a face que muitas vezes fica escondida por trás do brilho dos palcos e da fama. A sua história de perda, luta e reconstrução é um lembrete de que até as estrelas podem cair no fundo antes de voltarem a brilhar.