Joana Marques, a voz ácida que não poupa ninguém no seu “Extremamente Desagradável”, decidiu finalmente abrir o jogo e revisitar um passado que muitos tentam esquecer. Num momento de honestidade brutal, a humorista recordou a sua participação num formato de grande destaque na SIC, mas o tom não foi de nostalgia doce. Pelo contrário, as palavras usadas para descrever a experiência foram cortantes e diretas, revelando os bastidores de uma produção que, aos seus olhos, foi tudo menos harmoniosa.
A estrela da rádio e televisão não hesitou em classificar a equipa com quem trabalhou de uma forma avassaladora. “Éramos um grupo absurdo”, atirou, deixando claro que a química ou o sentido de propósito comum pareciam estar completamente ausentes durante aquele período. Joana, conhecida por não filtrar o que pensa, descreveu o ambiente e a dinâmica entre os intervenientes como algo que beirava o surrealismo, uma mistura de personalidades que simplesmente não encaixavam e que tornavam o dia a dia de gravações num desafio constante para a sanidade e para o profissionalismo.

Ao recordar a sua passagem por este projeto específico da estação de Paço de Arcos, Joana Marques deu a entender que as coisas não correram nada bem, longe do que o público via através do ecrã. A sensação de desajuste era profunda. Ela sentia-se parte de um conjunto de pessoas que não falavam a mesma língua, onde as intenções pareciam desencontradas e o resultado final acabou por ser um reflexo desse caos interno. Para a humorista, olhar para trás é encarar um momento da carreira onde a estranheza dominava cada interação.
Esta confissão surge como um soco no estômago para os fãs que acompanharam o programa na altura, pois revela que, por trás das luzes brilhantes e da montagem cuidada, existia um desconforto latente. Joana Marques nunca foi de se conformar com o politicamente correto, e esta nova revelação apenas confirma que ela prefere a verdade nua e crua, mesmo que isso signifique admitir que um projeto de grande visibilidade foi, na verdade, uma sucessão de momentos absurdos. Sem rodeios, ela expôs a ferida de uma colaboração que deixou marcas e que hoje serve apenas como uma memória bizarra de um tempo em que nada parecia fazer sentido.
