O mercado do agenciamento em Portugal está a viver um verdadeiro pesadelo que parece não ter fim e o ambiente nos bastidores do entretenimento é de puro nervosismo. Depois dos terramotos que abalaram estruturas como a Notable e a Glam, agora é a HIT Management que está no centro de um furacão financeiro que ameaça deixar rastro de destruição. O cenário é sombrio: a agência, que cuida da carreira de nomes pesadíssimos da nossa praça, terá alegadamente aberto insolvência, mergulhando num abismo económico que já não conseguia esconder.

A notícia caiu como uma bomba e Isabel Figueira, uma das principais caras da agência, não ficou calada. Em declarações que revelam a gravidade da situação, a apresentadora e atriz decidiu colocar os pontos nos is sobre o que se passa atrás das cortinas. “A HIT Management é uma estrutura bastante grande”, começou por explicar, detalhando que a empresa alberga diversos agentes, como Pedro Curto, Vanda Correia e Filipa. No entanto, o tamanho da estrutura não foi suficiente para travar a queda livre. Nos últimos meses, o que era apenas um rumor transformou-se numa realidade assustadora: um decréscimo económico brutal que gerou um “buraco” financeiro difícil de ignorar.

O pânico instalou-se quando se percebeu que a agência “não estava em bons lençóis”. Rostos tão conhecidos como Carla Andrino, Isaac Alfaiate e Pedro Granger fazem parte do catálogo de talentos que agora enfrentam a incerteza. Isabel Figueira relatou que o seu próprio agente a contactou para confirmar o cenário crítico. A prioridade máxima agora, num esforço desesperado de contenção de danos, é garantir que os pagamentos em atraso cheguem às mãos dos artistas. Existem inúmeras campanhas publicitárias que já foram executadas, mas o dinheiro parece ter ficado retido na estrutura que agora colapsa.

Apesar de Isabel tentar manter um discurso de “boa onda” e assegurar que as reuniões entre agentes e agenciados têm decorrido com diplomacia, a verdade é que o setor está em estado de choque. É o terceiro grande escândalo financeiro a envolver agências de representação num curto espaço de tempo, deixando os famosos portugueses numa situação de vulnerabilidade total. O sentimento é de que ninguém está seguro e que a gestão de carreiras em Portugal entrou numa espiral de insolvências e má gestão que pode mudar para sempre a forma como os contratos são assinados. Enquanto os valores em dívida não são liquidados, a tensão cresce e os bastidores fervem com medo de que este seja apenas o início de uma crise ainda mais profunda.