A vida de Zulmira Garrido nunca mais foi a mesma e o peso do luto parece tornar-se cada vez mais insuportável com o passar dos dias. Em um desabafo carregado de emoção e de uma honestidade brutal, a comentadora decidiu partilhar com o público a realidade sombria que enfrenta desde a perda trágica do seu filho, o DJ Eddie Ferrer. Para Zulmira, o conceito de que os dias trazem alívio não passa de uma ilusão dolorosa que a sociedade tenta impor a quem sofre.
A dor que carrega no peito é descrita por ela como algo que não arrefece nem se transforma. Pelo contrário, Zulmira sente que o tempo, longe de ser um aliado ou um curador, tornou-se o seu pior inimigo. Ela afirma categoricamente que vive um inferno constante e que a ausência do filho é uma ferida aberta que sangra com a mesma intensidade do primeiro momento. Cada despertar é um confronto direto com o vazio deixado por Eddie, e cada noite é uma batalha contra memórias que trazem tanto amor quanto uma saudade dilacerante.

Zulmira faz questão de desmistificar a ideia de superação. Ela sente que o mundo continua a girar lá fora, as pessoas seguem as suas rotinas, mas para ela o relógio parou naquele instante fatídico. A comentadora confessa que a sensação de perda é onipresente e que não existe um único segundo em que a imagem do filho não esteja diante dos seus olhos. É um estado de vigília permanente onde a tristeza se tornou a sua companheira mais fiel, transformando a sua existência em uma jornada de resistência pura.
As palavras de Zulmira ressoam como um grito de socorro de quem já não aguenta mais esconder a fragilidade atrás das câmeras. Ela não tem medo de usar termos fortes para descrever o seu estado de espírito atual, reforçando que a vida perdeu o brilho e que a felicidade parece ser uma memória de um passado muito distante e quase irreconhecível. O sofrimento é tão profundo que ela sente que as forças para lutar estão a esgotar-se, restando apenas a dura tarefa de sobreviver a cada novo amanhecer sem a presença física de quem era a sua maior alegria.

Neste desabafo íntimo, Zulmira Garrido expõe a alma e mostra que, por trás da figura pública forte e determinada, existe uma mãe que ainda não encontrou o caminho de volta para a paz. Ela vive este calvário diariamente, provando que o luto por um filho é uma sentença de dor perpétua, onde o tempo apenas serve para sublinhar a falta que ele faz. O inferno que ela descreve não é apenas uma metáfora, mas a realidade nua e crua de quem precisa reaprender a respirar em um mundo onde o seu bem mais precioso já não habita.