Entre a vida e a morte a dolorosa e corajosa verdade de Carlos Costa sobre a sua transição de género e os segredos do Serviço Nacional de Saúde

O conhecido cantor Carlos Costa decidiu quebrar definitivamente o silêncio e abrir o coração de uma forma avassaladora e sem qualquer tipo de filtros sobre o processo profundamente complexo e íntimo que está a atravessar. Numa entrevista marcante e carregada de uma densidade emocional impressionante, o artista deparou-se com a necessidade urgente de expor publicamente a sua realidade, os obstáculos reais enfrentados no caminho da transição de género e a fase exata em que se encontra neste preciso momento. Logo no arranque desta conversa íntima e dolorosa, o cantor fez questão de colocar em cima da mesa o equilíbrio extremamente delicado e por vezes perigoso que tenta manter entre a sua vida estritamente pessoal e a sua carreira artística que construiu com tanto esforço ao longo dos anos. Ele assumiu que se encontra atualmente numa linha muito ténue de exposição pessoal que, aos olhos de muitos, corre o risco real de desvirtuar a sua caminhada e a sua carreira musical. No entanto, houve uma determinação inabalável que ele fez questão de deixar bem clara para o mundo ouvir a sua verdade ninguém vai calar e o seu exemplo pessoal há de servir, custe o que custar, para o bem de todos os demais que enfrentam dores semelhantes na penumbra.

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Mais do que um desabafo puramente pessoal sobre as suas próprias angústias e anseios, o artista usou a sua voz pública para sublinhar com uma enorme veemência a necessidade absoluta e imediata de combater todas as ideias feitas, preconceitos e estereótipos cruéis que continuam historicamente associados à identidade de género no nosso país, defendendo que é preciso haver muito mais informação disponível e, acima de tudo, uma intervenção pública firme e musculada por parte das autoridades competentes. Carlos Costa não hesitou em apontar o dedo a realidades extremamente duras e trágicas que acontecem diariamente nos bastidores da sociedade e que a maioria das pessoas prefere ignorar por completo. Num tom profundamente emocionado e cortante, ele revelou ter visto demasiadas pessoas a sucumbir tragicamente, a perder a vida e a cometerem suicídio devido ao sofrimento atroz provocado pela disforia de género. Segundo o seu relato sincero, estas mortes ocorrem sobretudo pelo facto de estas pessoas vulneráveis não serem atendidas atempadamente e com o devido respeito no Serviço Nacional de Saúde, o que as empurra muitas vezes para o desespero absoluto de se automedicarem com hormonas sem qualquer tipo de vigilância médica, correndo riscos de vida inimagináveis. Portanto, o cantor defende que é preciso mesmo desconstruir de uma vez por todas a ideia errada de que os transexuais são seres extremamente promíscuos, caracterizados apenas por seios e nádegas gigantes, e que estão inevitavelmente condenados a recorrer à prostituição para sobreviver.

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Abordando o tema de frente e com uma coragem desarmante, o cantor reforçou exaustivamente que todo este processo doloroso não se trata de forma alguma de uma escolha superficial ou caprichosa baseada em futilidades estéticas, mas sim de uma condição médica séria e amplamente reconhecida pela comunidade científica global. Não se trata de uma futilidade, é algo que é diagnosticado e provado cientificamente através de exames e consultas médicas. Carlos Costa explicou que esta é uma luta terrivelmente complicada e dolorosa, confessando mesmo que, se o destino lhe desse o poder de escolher racionalmente o seu percurso, ele jamais optaria por passar por todo este calvário emocional e físico.

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O artista abriu o coração ao confessar que, se pudesse escolher livremente, preferiria estar casado, ter dois filhos, com uma casa própria comprada, com o seu carro na garagem, todas as contas pagas ao fim do mês, sendo um homem heterossexual com uma vida perfeitamente quadradinha e tranquila dentro dos padrões tradicionais da sociedade. No entanto, ele reforça com toda a clareza que isto nunca foi uma escolha deliberada, mas sim algo profundamente intrínseco à sua própria existência desde que se conhece como pessoa. E é precisamente isto que as pessoas e o público em geral têm de compreender de uma vez por todas. O cantor fez questão de esclarecer que não acordou simplesmente de um dia para o outro e decidiu que queria ser mulher, levando a que o Serviço Nacional de Saúde seja agora obrigado a comparticipar financeiramente todo este processo complexo por causa de um mero capricho estético. Isto não é uma futilidade, é algo que está solidamente comprovado por psiquiatras experientes e por cientistas de renome.

Existe efetivamente a disforia de género e esta realidade clínica não tratada pode mesmo levar à morte e ao desespero quando não é socorrida a tempo pelas instituições de saúde. Mais tarde, ao longo desta conversa intimista, o cantor fez ainda questão de recordar o surgimento das primeiras dúvidas profundas que o assolaram no passado, detalhando como tudo começou a manifestar-se precisamente numa fase em que se encontrava emocionalmente muito mais frágil e vulnerável devido às rudes rasteiras que a vida lhe deu.

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