Inês Folque decidiu abrir o coração e partilhar um dos lados mais difíceis e menos visíveis da sua vida: uma condição de saúde silenciosa, mas profundamente incapacitante, que tem marcado o seu dia a dia de forma inesperada e intensa.
A apresentadora descreve episódios que chegam sem aviso e que alteram completamente o seu funcionamento normal, tanto a nível pessoal como profissional. Tudo começa de forma subtil, mas rapidamente evolui para um cenário assustador em que a visão se torna instável e, em alguns momentos, praticamente inexistente.
Inês relata que estas crises estão associadas a episódios de enxaqueca com aura, uma condição em que os primeiros sinais aparecem através de alterações visuais fortes. Antes da dor propriamente dita, surgem flashes de luz, pontos luminosos, imagens distorcidas e até padrões geométricos que dificultam completamente a perceção da realidade à sua volta.
Segundo o seu testemunho, estes sintomas podem durar várias horas, deixando-a incapaz de continuar qualquer atividade normal. Em certos momentos, a única solução passa por parar tudo, procurar um ambiente escuro e tentar descansar até que a crise diminua.
A apresentadora sublinha ainda que esta condição afeta profundamente a sua vida familiar. Sendo mãe, refere que os episódios se tornam ainda mais difíceis quando acontecem em contextos do quotidiano, em que precisa de cuidar dos filhos e manter a rotina. Nessas situações, a perda temporária de visão torna tudo mais delicado e emocionalmente exigente.
Inês Folque explica também que estas crises têm um padrão associado a fatores hormonais, embora sejam imprevisíveis e possam surgir em qualquer momento. Essa incerteza torna a condição ainda mais desgastante, já que nunca sabe quando será atingida nem em que contexto estará.
Ao longo do seu relato, a comunicadora revela que já experimentou medicação preventiva no passado, mas que teve de interromper esse tratamento. Atualmente, enfrenta as crises apenas com medicação de alívio, que ajuda durante o episódio, mas deixa efeitos secundários fortes e prolongados.

A apresentadora admite que a condição a limita de forma significativa, interferindo tanto na sua vida profissional como pessoal. Há situações em que não consegue conduzir, trabalhar ou sequer cuidar dos filhos sem ajuda, sendo obrigada a parar completamente até recuperar.
Apesar das dificuldades, Inês Folque reforça que decidiu falar publicamente sobre o tema precisamente por perceber que muitas pessoas vivem situações semelhantes em silêncio. A sua partilha surge também como um pedido de ajuda e troca de experiências, numa tentativa de encontrar formas de aliviar ou compreender melhor estas crises.
No seu testemunho, fica claro o impacto emocional que esta condição tem tido na sua vida. Não se trata apenas da dor ou da perda de visão momentânea, mas de uma limitação inesperada que altera rotinas, planos e até momentos simples do dia a dia.
Ainda assim, Inês mantém a esperança de encontrar estratégias que possam reduzir a frequência ou intensidade das crises, mostrando abertura para soluções alternativas e apoio de quem já vive situações semelhantes.
A sua revelação expõe um lado mais vulnerável da sua vida, longe das luzes e da imagem pública, e mostra como condições invisíveis podem ter um impacto profundo e constante na rotina de qualquer pessoa.