Cristiano Ronaldo continua a desafiar o tempo e volta a assumir o papel central da seleção portuguesa num dos momentos mais importantes do futebol mundial. Aos 41 anos, o capitão foi novamente chamado por Roberto Martínez para liderar Portugal no Mundial de 2026, competição que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. A confirmação da presença do avançado voltou a colocar o nome de Ronaldo no centro das atenções e reforçou a dimensão histórica da sua carreira.
O atual jogador do Al Nassr prepara-se para marcar presença no sexto Campeonato do Mundo da sua trajetória, um feito raríssimo no futebol internacional. O peso da experiência, a influência no balneário e os números impressionantes continuam a torná-lo numa peça impossível de ignorar. Cristiano Ronaldo mantém-se como o melhor marcador de sempre do futebol de seleções masculinas, com 143 golos, um registo que continua a aumentar e que o mantém num lugar praticamente inalcançável.

O Mundial de 2026 poderá ainda trazer mais um capítulo da rivalidade que marcou uma geração inteira. Lionel Messi, campeão do mundo pela Argentina no Qatar, também se prepara para disputar o seu sexto Mundial. A possibilidade de ambos voltarem a cruzar caminhos no maior palco do futebol mundial já alimenta expectativas entre adeptos de todo o mundo.
Apesar da polémica recente, Ronaldo escapou a um castigo pesado. O capitão português tinha sido expulso no último encontro de qualificação frente à Irlanda, depois de um lance em que acertou com o cotovelo num adversário. Ainda assim, evitou uma suspensão de três jogos e ficou disponível para integrar normalmente a convocatória final de Portugal.

Roberto Martínez apresentou uma lista de 27 jogadores sem grandes surpresas, apostando num grupo forte e experiente. Entre os convocados está também João Félix, companheiro de Ronaldo no Al Nassr, numa ligação que continua agora também ao serviço da seleção. O selecionador incluiu ainda vários nomes ligados ao Paris Saint-Germain, como Vitinha, João Neves, Nuno Mendes e Gonçalo Ramos, reforçando a base competitiva de uma equipa recheada de talento.
Do Manchester City surgem jogadores influentes como Bernardo Silva, enquanto Bruno Fernandes e Diogo Dalot representam o Manchester United. Ruben Neves, outro elemento vindo do futebol saudita, também integra a convocatória e deverá assumir um papel importante no meio-campo português.
Na baliza, Portugal deverá voltar a contar com Diogo Costa. O guarda-redes do FC Porto falhou os encontros particulares de março frente ao México e aos Estados Unidos devido a uma lesão na coxa, mas está agora recuperado e pronto para regressar numa fase decisiva da preparação para o torneio.
Посмотреть эту публикацию в Instagram
Antes do arranque oficial do Mundial, Portugal ainda terá dois jogos de preparação. A equipa enfrentará o Chile no dia 6 de junho e a Nigéria a 10 de junho, encontros que servirão para afinar detalhes e consolidar rotinas antes da estreia na competição.
A seleção portuguesa inicia a caminhada no Mundial a 17 de junho, diante da República Democrática do Congo, num grupo em que entra claramente com estatuto de favorita. Depois desse encontro, Portugal medirá forças com o Uzbequistão e a Colômbia. Os dois primeiros jogos serão disputados em Houston, enquanto o duelo frente aos colombianos acontecerá em Miami.
A memória do último Mundial continua presente. No Qatar, Portugal ficou pelo caminho nos quartos de final, depois de uma derrota dolorosa frente a Marrocos por 1-0. A seleção procura agora ultrapassar novamente essa barreira e alimentar o sonho de conquistar um título mundial que continua a faltar na história do futebol português.
Até hoje, o melhor resultado de Portugal em Campeonatos do Mundo permanece o terceiro lugar alcançado em 1966. Ainda assim, a seleção chega a esta edição fortalecida também pela subida no ranking FIFA, onde ultrapassou recentemente o Brasil e ocupa agora o quinto lugar da classificação mundial.
Com Cristiano Ronaldo novamente ao leme, Portugal entra no Mundial de 2026 carregado de ambição, experiência e expectativa. E, para muitos adeptos, a simples presença do capitão já basta para acreditar que ainda pode existir mais um capítulo inesquecível na história da seleção nacional.