Loucura total em Lisboa com reviravolta histórica na Avenida da Liberdade após jejum angustiante de oito anos

A noite de Santo António transformou-se num cenário de pura comoção, nervos à flor da pele e uma explosão de alegria que ecoou por todas as colinas da capital portuguesa. O suspense que paralisava milhares de corações finalmente terminou na madrugada deste sábado, 13 de junho de 2026, com o anúncio oficial feito pela Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural. A mítica e tradicional Marcha de Alfama quebrou um jejum doloroso de oito anos e sagrou-se a gigantesca campeã do Concurso das Marchas Populares de Lisboa de 2026, deixando o público em absoluto estado de choque e êxtase coletivo nas bancadas da Avenida da Liberdade.

Marchas Populares de Lisboa 2026: Alfama é a vencedora

O ambiente no asfalto mais famoso do país era de cortar a respiração. Sob o lema geral Somos Lisboa, Somos Europa, vinte bairros entraram em cena dispostos a dar a vida por um troféu, mas foi Alfama quem arrebatou os corações dos jurados e esmagou a concorrência direta. Com o enredo provocador Os santos devem estar loucos, o bairro histórico trouxe para a pista uma reflexão profunda, misturando a intocável tradição da marcha com o turbilhão de mudanças contemporâneas que afetam o quotidiano dos seus moradores. A melodia contagiante ecoava alto: Se o bairro perde a chama, a Marcha devolve a Alfama o sonho e a tradição. O esforço foi capitaneado pelo Centro Cultural Dr. Magalhães Lima, tendo João Ramos como responsável absoluto do projeto, a energia contagiante de Vanessa Rocha nos ensaios e os figurinos e cenografia deslumbrantes assinados por Nuno Lopes. Para incendiar ainda mais o público, o desfile contou com o brilho mediático e o carisma da cantora Aurea e do famoso estilista Paulo Battista, que desfilaram orgulhosamente no papel de padrinhos. Na frente, os pequenos Matilde Santos Almeida e Gonçalo de Lima Cruz deram um espetáculo à parte como os mascotes oficiais da vitória.

Marchas Populares de Lisboa 2026: Alfama é a vencedora

A exibição foi cirúrgica e avassaladora, garantindo a Alfama não apenas o título máximo, mas uma coleção impressionante de distinções técnicas. O bairro levou para casa os prémios de Melhor Coreografia, partilhado com a Madragoa, Melhor Letra, dividido com Alcântara, Graça e Olivais, Melhor Musicalidade, ao lado do Alto do Pina, Melhor Composição Original com o tema Os Santos devem estar loucos, e a coroa de glória máxima: o prémio de Melhor Desfile na Avenida. As marchas inéditas apresentadas pelo bairro, como As Portas do Magalhães e Toma lá beijinhos, esta última com música do consagrado Toy e letra de Carlos Mendonça, garantiram que ninguém ficasse indiferente à passagem da comitiva.

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A derrota foi amarga para a Marcha de Alcântara. O bairro, que vinha de um domínio absoluto nos últimos dois anos e ostentava o título de campeão de 2025, teve de se contentar com um doloroso segundo lugar. Organizada pela Sociedade Filarmónica Alunos Esperança e sob a liderança de Francisco Ferreira, a comitiva de Alcântara apostou forte no talento de Marcos Nunes como porta-estandarte e no trabalho intenso dos ensaiadores Mafalda Matos e Vítor Kpez, com cenografia e figurinos de Renato Godinho. Nem mesmo o apoio e a imensa popularidade dos padrinhos, os conhecidos radialistas Joana Cruz e Rodrigo Gomes, acompanhados pelos pequenos mascotes Alice Oliveira e Simão Zambujo, foram suficientes para travar a força avassaladora de Alfama. Ainda assim, Alcântara não saiu de mãos vazias, arrecadando os troféus de Melhor Cenografia, Melhor Figurino e Melhor Letra.

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O pódio ficou completamente fechado com a Marcha da Madragoa a conquistar a terceira posição, celebrando uma excelente prestação técnica que também lhe valeu o prémio de Melhor Coreografia. Logo atrás, numa luta renhida ponto a ponto, ficou a Graça na quarta posição, seguida de perto pelo Bairro Alto, que garantiu o quinto lugar. A tabela classificativa ditou ainda um empate técnico na sexta posição entre o Beato e a Bica, enquanto Carnide e Olivais dividiram o oitavo lugar. A Mouraria fixou-se na décima posição, seguida pelo Alto do Pina em décimo primeiro. Mais abaixo, Marvila e Penha de França ocuparam a décima segunda posição ex-aequo, com Benfica a surgir em décimo quarto lugar e São Vicente logo a seguir, em décimo quinto. O final da tabela trouxe São Domingos de Benfica em décimo sexto, Bela Flor Campolide em décimo update, seguidos pelo empate entre o Bairro da Boavista e o Castelo no décimo oitavo posto, restando à Ajuda o vigésimo e último lugar da competição oficial.

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Toda esta epopeia de brilho, suor e lágrimas aconteceu sob o olhar atento e rigoroso de um júri de especialistas presidido por Vítor Agostinho. A equipa de avaliação contou com Bruno Cochat na categoria de coreografia, Hélder Freire Costa a avaliar a cenografia, José António Tenente nos figurinos, Maria Inês Almeida na análise da letra, Osvaldo Ferreira na área da música e Leonor Padinha como representante oficial da entidade organizadora. Antes do início da competição feroz, o público nas bancadas da Avenida da Liberdade foi brindado com a milenar tradição folclórica chinesa da Dança do Dragão e dos Leões Dourados, trazida diretamente pela Associação Geral Desportiva de Macau Lo Leong, além das exibições extra-concurso da Marcha Infantil das Escolas de Lisboa, Marcha Infantil A Voz do Operário, Marcha dos Mercados e Marcha Santa Casa, num evento gigante que arrastou mais de duas mil pessoas para a avenida.

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