Os professores repararam que um aluno de 9 anos estava a escavar o chão todos os dias e a esconder algo num buraco: todos ficaram horrorizados ao descobrir o que ele estava a esconder no subsolo 😱😱
Durante vários dias, os professores da Escola nº 17 observaram com surpresa o comportamento estranho de um dos seus alunos, Lyosha, de nove anos. Todos os dias, depois das aulas, ia para o pátio da escola, onde quase ninguém frequenta.
Ali, no mesmo local, Lesha ajoelhava-se e começava a escavar o chão – com as próprias mãos, sem prestar atenção à sujidade debaixo das unhas, aos arranhões. Escavava durante uns 10 minutos, depois colocava algo cuidadosamente no buraco, enterrava e alisava o chão, como se nada tivesse acontecido. E ia-se embora.

A princípio, os professores decidiram que o menino estava apenas a brincar. As crianças podem ser estranhas, especialmente naquela idade. Mas Lyosha fazia-o com uma precisão assustadora – todos os dias, à mesma hora, no mesmo local, com os mesmos movimentos. Não havia brincadeira nenhuma.
Um dia, a professora primária não aguentou mais. Depois de o sinal tocar, ela seguiu Lyosha silenciosamente, escondendo-se atrás das árvores. Como de costume, foi até ao quintal, agachou-se, cavou um pequeno monte, tirou um saco de plástico da mochila e colocou-o no buraco. Depois, enterrou-o e alisou-o.
A professora não se conseguiu conter. Saiu do esconderijo e gritou o seu nome:
– Lesha… O que estás aqui a fazer?
O menino estremeceu. A princípio ficou em silêncio, olhando-a com medo, como se tivesse sido apanhado em flagrante a cometer um crime. E depois, olhando para baixo, disse baixinho… A professora ficou horrorizada com o que ouviu 😱😱

– Estou a esconder-me…
– O que está a esconder?
Fez uma pausa e depois apontou para o chão:
— Livros de texto… Trago-os todos os dias e enterro-os. Para que o meu pai não os encontre.
A professora agachou-se junto dele. Ele não a olhou nos olhos.
– Porque é que não quer que o pai os encontre?
– Ele… ele zanga-se quando bebe. Uma vez rasgou tudo – livros e cadernos. Disse-me para não estudar, mas para lavar o chão e cozinhar. E eu… quero estudar. Eu adoro a escola. Mas se ele rasgar tudo outra vez, não vou conseguir mais.
A professora conteve a respiração. O rapaz sentou-se à sua frente, magro, com mãos finas, e disse-o tão despreocupadamente como se lhe estivesse a contar que tinha chovido ontem.
Ela não soube o que dizer durante muito tempo. Simplesmente abraçou Lesha e prometeu que agora já não estaria sozinho.