O mundo conhece Eric Clapton como um músico lendário, mas aos 79 anos, a sua história de vida é marcada por uma tristeza inimaginável — a perda do seu filho pequeno num acidente devastador.
O que poucos sabem é da dolorosa promessa que Clapton fez ao seu filho de 4 anos, Conor, pouco antes de o destino os separar.

A 20 de março de 1991, a vida de Clapton mudou para sempre. Conor, que visitava Nova Iorque com a mãe, a atriz italiana Lory Del Santo, escorregou por uma janela aberta de um arranha-céus em Manhattan e caiu do 53º andar. A camareira tinha acabado de limpar a janela, deixando-a destrancada — e numa fração de segundo, a tragédia aconteceu.
Clapton recordou mais tarde:
“Tinham deixado a janela aberta. A Lory disse-me que devia ir buscar o Conor. Parei para verificar um fax antes de ir ter com ele. Quando lá cheguei, ele já tinha ido embora. Se não tivesse verificado o fax, ele ainda estaria vivo”.
O menino morreu apenas algumas semanas antes de completar cinco anos. Clapton, paralisado pelo choque, correu para o local, mas mal conseguia processar o que tinha acontecido. Lory admitiu mais tarde: “Quando o Conor morreu, a nossa relação morreu com ele. O Eric congelou completamente. Não falou. Parecia irreal”.

No dia anterior, Clapton tinha levado Conor ao circo — o primeiro dia completo que passariam juntos como pai e filho. Esta lembrança alegre tornou-se um lembrete agridoce do que poderia ter sido. Clapton prometeu que, a partir de então, seria um pai presente e dedicado. Chegou mesmo a planear levar Conor ao jardim zoológico do Bronx na manhã seguinte. Mas o destino interveio.

Devastado pela dor, Clapton isolou-se do mundo. Após o funeral em Ripley, a sua cidade natal em Surrey, fugiu para Antígua, isolando-se durante quase um ano. Sozinho numa pequena casa alugada, canalizou a sua tristeza para a música, passando inúmeras horas com a sua guitarra.
“Escondi-me com um pequeno violão espanhol. Toquei, reescrevi e voltei a tocar até sentir que estava a rastejar de volta à superfície de mim mesmo”, disse Clapton.
Desta dor nasceu uma das suas obras mais comoventes: “Tears in Heaven”. Composta em parceria com Will Jennings, a canção foi originalmente concebida para a banda sonora de um filme, mas tornou-se a forma pessoal de Clapton imortalizar a memória de Conor.
Para tornar a perda ainda mais insuportável, Clapton recebeu uma carta que Conor lhe escrevera — após a morte do rapaz. Com a ajuda de Lory, Conor escreveu cuidadosamente: “Amo-te, papá”. A carta chegou a casa de Clapton, em Londres, pouco depois do funeral.
Mais tarde, Lory disse: “Nunca me esquecerei daquele momento. Ver o Eric abrir aquela carta depois de enterrar o nosso filho devastou-o completamente”.