Quando Ibrahima Ndiaye deu as boas-vindas às suas filhas gémeas, Marieme e Ndeye, em 2016, os médicos avisaram-no de que não viveriam muito tempo. Os bebés siameses, disseram-lhe, raramente sobrevivem ao nascimento.
Mas hoje, no seu pequeno apartamento em Cardiff, Ibrahima irradia alegria enquanto os seus filhos de 6 anos se balançam e cantam juntos, as suas vozes harmonizando-se na perfeição. “São os meus milagres”, diz, orgulhoso.

Contrariando todas as previsões médicas, as irmãs sobreviveram — e prosperaram. Embora partilhem órgãos vitais e enfrentem imensos desafios diários, Ibrahima recusou-se a desistir delas. Quando os médicos sugeriram separar as gémeas, sacrificando Marieme para salvar Ndeye, tomou a dolorosa decisão de dizer não.

Agora a criá-las sozinho no País de Gales, depois de a sua mulher ter regressado ao Senegal, o pai solteiro dedicou a sua vida a dar às filhas um futuro repleto de amor, carinho e possibilidades. “As pessoas veem-me como alguém que está a passar por dificuldades”, diz. “Vejo-me como um homem abençoado. Tenho a sorte de fazer parte da jornada delas.”