Elizabeth Taylor, uma das últimas grandes lendas do cinema clássico de Hollywood, começou sua jornada como atriz ainda criança e teve uma carreira notável que durou mais de sessenta anos. Paralelamente às suas conquistas profissionais, sua vida privada foi notoriamente turbulenta — ela se casou oito vezes, teve sete casamentos diferentes e criou quatro filhos.
Quando Taylor faleceu em 2011, deixou um vasto patrimônio. Seu último marido, Larry Fortensky, revelou posteriormente a verdade sobre o relacionamento deles e o que ela escolheu deixar para ele após sua morte.

Nascida em Londres em 27 de fevereiro de 1932, filha de pais americanos, Taylor mudou-se com a família para Los Angeles no início da Segunda Guerra Mundial. O talento artístico era uma característica da família — sua mãe chegou a ser atriz — e a jovem Elizabeth logo seguiu esse caminho. Ela foi contratada pela Universal Studios após um teste de elenco, fazendo sua estreia no cinema aos 10 anos em ” There’s One Born Every Minute” (1942). Logo em seguida vieram papéis em “Lassie Come Home” (1943) e “The White Cliffs of Dover” (1944).

Sua grande oportunidade surgiu aos 12 anos com o filme National Velvet , que se tornou um sucesso de bilheteria. No entanto, apesar do sucesso, Taylor mais tarde relembrou sua infância em Hollywood como sufocante, e não glamorosa. Em uma entrevista de 1987, ela descreveu o sistema de estúdios mais como uma “fábrica” do que uma família, dizendo que se sentiu explorada desde jovem.

Ainda assim, Taylor superou as pressões da fama precoce. Aos 15 anos, ela ficou famosa por enfrentar Louis B. Mayer, da MGM, depois que ele atacou verbalmente sua mãe, recusando-se a voltar ao escritório dele. A partir daí, ela se tornou uma das atrizes mais respeitadas de Hollywood. Ganhou dois Oscars por Butterfield 8 (1960) e Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (1966), e ainda é lembrada por sua icônica interpretação de Cleópatra.

Apesar da fama, sua vida pessoal era frequentemente tão dramática quanto seus filmes. Seu oitavo e último casamento foi com o operário da construção civil Larry Fortensky, em 1991. Eles se conheceram três anos antes na Clínica Betty Ford — ela estava se recuperando do vício em medicamentos controlados e ele buscava ajuda para o alcoolismo. O casamento, realizado no rancho Neverland de Michael Jackson, teria custado US$ 1,6 milhão.
Embora tenham se divorciado em 1996, os dois permaneceram próximos. Fortensky a descreve como uma pessoa afetuosa, divertida e surpreendentemente despreocupada — uma mulher que, apesar de seu status de ícone global, ainda se deliciava com as alegrias simples, como fazer anjos na neve durante uma viagem à Suíça. Ela o presenteava com mimos extravagantes, incluindo uma Harley-Davidson e um BMW, embora ele mantivesse seus próprios presentes modestos: chocolates, rosas e até um coelho de estimação.

A vida sob os holofotes era avassaladora para Fortensky. Os paparazzi seguiam Taylor por toda parte, e ele lutava para se adaptar à atenção constante. Mesmo assim, eles mantiveram um forte vínculo após a separação, conversando frequentemente ao telefone.

Em seus últimos anos, Taylor lutou contra inúmeros problemas de saúde, incluindo escoliose, câncer de pele e complicações decorrentes de insuficiência cardíaca congestiva. Ela passou por mais de 30 cirurgias ao longo da vida. Cercada por seus filhos e netos, faleceu no Cedars-Sinai Medical Center em março de 2011.

Após a morte dela, Fortensky revelou que, embora tenha recebido cerca de US$ 1 milhão com o fim do casamento, Taylor acrescentou um último gesto de afeto: deixou-lhe mais de US$ 500 mil em seu testamento, um presente para honrar a amizade duradoura entre eles. O restante de seus bens foi dividido entre os filhos, enquanto a maior parte de suas famosas joias foi leiloada em benefício da Fundação Elizabeth Taylor para a AIDS.

Após a separação, Fortensky se afastou de Hollywood e viveu tranquilamente na Califórnia, até que uma queda grave em 1999 consumiu suas economias devido a despesas médicas. Mesmo assim, ele guarda com carinho a lembrança do tempo que passaram juntos.
“Eu a amava. Sempre a amarei”, disse ele. “E sei que ela também me amava.”
