Os bastidores da televisão nacional estão a ferro e fogo e o clima de cortar à faca invadiu os estúdios da SIC Caras de forma avassaladora. Sara Norte, com 41 anos, decidiu quebrar o silêncio e enfrentar os fantasmas que ela própria criou, mas o que pretendia ser um esclarecimento acabou por se transformar num verdadeiro julgamento público em direto, com críticas implacáveis vindas de todos os lados do painel.
Tudo começou quando a atriz e comentadora participou no podcast The Leite Show, conduzido por Flávio Furtado, de 48 anos. Durante a conversa, Sara Norte foi desafiada a revelar qual dos seus colegas do programa Passadeira Vermelha ela eliminaria do projeto. Sem medir o impacto devastador das suas palavras, a comentadora disparou que tiraria Carolina Ortigão, de 62 anos, justificando que a colega é uma pessoa rica e que não precisa do dinheiro para absolutamente nada. Como se não bastasse, Zulmira Garrido, de 65 anos, também foi apontada por Sara Norte como alguém que poderia abandonar o formato de comentário social.

A reação na imprensa foi imediata e uma enorme tempestade mediática abateu-se sobre a estação. Sentindo a pressão sufocante, Sara Norte aproveitou a emissão do programa para tentar limpar a sua imagem e assegurar que ninguém a obrigou a justificar-se. À frente das câmaras, a filha do consagrado ator Vítor Norte, que tem 75 anos, tentou defender-se afirmando que nunca avaliaria o lado profissional das colegas para as mandar embora e que o seu raciocínio seguiu apenas por outra vertente, garantindo não ter qualquer problema pessoal contra as visadas.
Contudo, as suas justificações caíram em saco roto e a tensão atingiu o limite máximo quando a apresentadora Liliana Campos tomou a palavra com enorme indignação. O rosto principal do formato não poupou Sara Norte e acusou-a diretamente de expor o programa de forma desnecessária, relembrando que quando dinâmicas semelhantes são feitas em estúdio não passam de um mero jogo, algo totalmente oposto a dar uma entrevista num podcast. Com um tom duro e reprovador, Liliana Campos afirmou taxativamente que a postura correta teria sido dizer que não despediria absolutamente ninguém da equipa.

O confronto emocional escalou ainda mais quando a apresentadora trouxe à discussão o caso específico de Zulmira Garrido. Num discurso tocante, Liliana Campos sublinhou que, para Zulmira, manter o emprego vai muito além do fator financeiro, funcionando como um verdadeiro renascimento diário e uma força vital para o seu caminho e para as suas batalhas pessoais, criticando a falta de sensibilidade de Sara Norte ao focar-se apenas em questões financeiras.
A ferida aberta sangrou ainda mais quando o editor do programa, Hugo Mendes, de 42 anos, decidiu expor detalhes confidenciais sobre a convivência do grupo e os ordenados dos profissionais. Em pleno direto, o editor revelou que Sara Norte defende abertamente a ideia de que o painel deveria ter menos comentadores para que, consequentemente, os restantes pudessem ganhar mais dinheiro. Liliana Campos concordou de imediato com a acusação de Hugo Mendes e criticou duramente a quebra de confidencialidade, apontando que o público em casa não tem de saber as quantias que cada profissional aufere nem ficar a fazer contas aos cachês alheios.

Visivelmente abalada, desgastada e isolada, Sara Norte acabou por confessar em lágrimas que tentou telefonar para as colegas de equipa fora do ar para tentar sanar o mal-entendido, mas não obteve qualquer sucesso nas suas tentativas de contacto. Num desabafo dramático e carregado de dor, a atriz recordou os anos difíceis que tem vivido, afirmando-se cansada de servir de saco de boxe para tanta gente, lidando frequentemente com comentários de ódio extremo e pessoas que lhe desejam a morte. Apesar de se autointitular uma mulher de ferro, Sara Norte assumiu que não é invencível e que precisa urgentemente de paz mental, terminando o seu momento de grande fragilidade a garantir que, apesar de toda a polémica gerada, nutre um carinho profundo e um enorme respeito por Carolina Ortigão.